Representantes dos trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa e empresas fornecedoras decidiram, por unanimidade, prosseguir a luta contra o pacote laboral e participar na manifestação da CGTP-IN convocada para 28 de fevereiro, em Lisboa, foi hoje anunciado.
A decisão foi tomada numa reunião realizada na quinta-feira, que juntou representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE SUL), de quem partiu a iniciativa, Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (SINDEL), Sindicato dos Trabalhadores do Sector Automóvel (STASA) e comissões de trabalhadores de várias empresas do complexo industrial.
Segundo um comunicado da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (FIEQUIMETAL), os participantes criticaram a postura “agressiva” da Volkswagen Autoeuropa nos concursos para fornecimento de serviços, alegando que a empresa impõe custos baixos que pressionam salários e direitos laborais.
De acordo com o comunicado, apesar das críticas à postura da fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, os representantes sindicais e dos trabalhadores reafirmaram a intenção de continuar a ação reivindicativa nas empresas, contra o que consideram ser uma “política de esmagamento de salários e direitos”.
As estruturas sindicais e comissões de trabalhadores, além da participação na manifestação convocada pela CGTP-IN, manifestaram ainda a intenção de prosseguirem a luta para a retirada do pacote laboral, através da mobilização nos locais de trabalho e no esclarecimento dos trabalhadores para futuras ações.





